SONHO DE MENINA (LIBERDADE)
E quando seus lindos sonhos chegavam
Dissipavam-se com a triste realidade
E quanto mais longe a menina sonhava
Mais palavras torpes e inverdades.
Roupa, um cantinho para dormir e pão.
Era tudo o que davam para amortizar
Chantageada emocionalmente na gaiola
Suas asas eram cortadas para não voar.
Ela olhava por entre as grades da gaiola
Céu azul e brancas nuvens no horizonte
Cantava para disfarçar o choro escondido
Queria seguir o arco-íris até a fonte.
Certo dia o seu malvado dono se esqueceu
E deixou em sua gaiola uma fresta aberta
Sem querer a menina descobriu a liberdade
E voou sem rumo para novas descobertas.
A menina que era triste hoje é só paz
Mas às vezes seu passado o apavora
O seu medo é sucumbir noutra gaiola
E ser presa como em tempos de outrora.
JOEL MARINHO