Joel Marinho
Entre letras e versos
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O DIA EM QUE BICHARADA SE ESTRESSOU

O grilo perdeu a perna

Numa briga com a barata

A coruja se achando gata

Foi dar uma de moderna

Caiu em uma cisterna

Comprando briga com o rato

Que já brigava com o gato

Querendo lhe devorar

Aí a porrada cantou

E o delegado gritou:

Eu sou o tamanduá.

 

Ora deixe de besteira

Disse o tatu atrevido

Deu um tapa no pé do ouvido

Do tamanduá bandeira

Jacaré já bela beira

Estava a observar

Na sua simplicidade

Dando uma de covarde

Pra um bicho qualquer pegar.

 

Para acabar com a intriga

Chegou a onça pintada

E foi metendo a mãozada

Pisoteando a formiga

Quem nem estava na briga

Mas morreu pisoteada

A anta toda arranhada

Viu o macaco correr!

Pois não queria morrer

Pela onça endiabrada.

 

A capivara na peia

Gritava, Joana D’arc:

Me salve desse desastre!

Que a coisa aqui está feia

A aranha em sua teia

Foi afogada na terra

O tatu foge e sem enterra

Voou pra longe a arara

E foi pousar numa vara

Bem longe daquela guerra.

 

Lá por cima o urubu

Ficou dando voo rasante

Só esperando o instante

De comer o seu “tutu”

Mordeu a surucucu

Bem na pata do veado

Que já caiu desmaiado

Causando grande alegria

Ao urubu que já via

O seu almoço jogado.

 

O jacaré na espera

Para a onça vacilou

Que em cima dele saltou

E o jacaré já era

Perdeu para a maior fera

Da região amazônica

Imponente e “bafônica”

Assim a guerra acabou

Na floresta a paz voltou

De forma alegre e harmônica.

JOEL MARINHO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Joel Marinho
Enviado por Joel Marinho em 12/08/2025
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