O HOMEM DE BAUMAN
Nesse mar de tantas coisas
Nada a ermo o pobre homem
Querendo um porto seguro,
Porém suas forças somem.
O pobre homem de Bauman
Líquido e já evaporando
No calor das emoções
Vai no ar se dissipando.
Sua marcha é em círculo,
Por não sabe aonde vai
Cada passo é um dilema,
Pois em outro abismo cai.
Quantas coisas descobriu,
Quantas joias de marfim?
Como um boi ao matadouro
Caminha ele para o fim.
Tem milhões de amizades
Tudo ao alcance dos dedos,
Porém quando a tela fecha
O seu quarto é um degredo.
JOEL MARINHO