SETE DE SETEMBRO
Todo Sete de Setembro
Sinto um vazio no peito
No meu tempo de criança
Sofri tanto preconceito
Naquele patriotismo
Eu só via o cinismo
Travestido de respeito.
A tal pobreza é assim
Que nem as crianças poupa
Das vezes que eu marchei
Andei com as pernas tropas
No meu cantinho fugidio
E travestido de “índio”
Porque eu não tinha roupa.
Mesmo assim eu aprendi
Lutar com o bucho vazio
Que a vida nem sempre é boa
Que nem toda água é rio
Viva a pátria brasileira
Viva a nossa bandeira
E viva ao nosso Brasil!
JOEL MARINHO