NA VAGA HISTÓRIA DO BRASIL VAGA MEUS PENSAMENTOS ÀS MARGENS DO RIO NEGRO
POR JOEL MARINHO
Sentado a margem do rio Negro em Manaus vaga em mim um pensamento, por vezes de cinismo, noutro de pessimismo total em relação a nossa história, a história brasileira e dos brasileiros. “A grande pátria “desimportante” que juraram em nenhum instante o trair” foi por água abaixo ou talvez nunca nem existiu, se contarmos desde sua provável formação em 1822, na verdade em 1825.
Nossa pátria já nasceu com o intuito de não dar certo, pagamos dois milhões de libras esterlinas por nossa liberdade política e nem tanta liberdade assim, mantivemos um sistema de reinado e um rei português jurando que era só nosso e grande patriota brasileiro até desistir do Brasil e ir embora para Portugal em 1831. A história se repete?
Como já não havia o que levar porque seu pai Dom João VI já havia “limpado” o Banco do Brasil deixou apenas um “espaço vazio”, um reinado sem rei, pois o futuro rei tinha apenas cinco anos e suas fraldas não podiam governar tornando o nascente país em um grande caos.
Hoje as margens do rio Negro observo de longe o grande patriotismo existente, brasileiros que fogem do Brasil para tentar criar um mar de caos atingindo milhares ou milhões de conterrâneos sem dar a mínima a quem o elegeu, apenas no intuito de continuar livre e no poder. Tão parecido com o que ocorreu no passado, só que ao menos nos livramos de Dom Pedro I de vez. E quanto a pátria “desimportante” como fica com filhos tão mesquinhos que ela ajudou a nutrir?
Agora algo ainda mais absurdo, a câmara dos deputados que está o ano todo sem fazer absolutamente coisa nenhuma para tirar o povo um pouco das aflições resolveu “trabalhar” e legislar em benefício próprio tentando emplacar uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) – tão parecido ao que aconteceu em 1840 com o “Golpe da Maioridade” – dando o aval aos deputados a virar “deuses”, onde as leis não possam alcançar, onde nenhum mortal possa os tocar. Resumindo, a “Lei dos intocáveis”, mas também conhecida como a “Lei da Valorização do Crime Organizado Institucionalizado.
Pasmem vocês, com tantas coisas a serem votadas com urgência no Congresso Nacional como o fim de imposto de renda a quem ganha até cinco mil reais mensal, a saúde, educação e segurança pública a única preocupação deles é salvar a própria pele. Que duro golpe a nós brasileiros que trabalhamos todos os dias para seguirmos as leis, sobretudo, aos que colocaram esse grupo no poder, que soco no rosto!
A água lambe meus pés fazendo eu despertar desses pensamentos terríveis e me fazendo lembrar que a vida, apesar de toda essa angústia ainda é boa, mas que mediante a isso não podemos ficar calados ou parados, o grito nas ruas ainda é válido, assim como o grito nas redes sociais e não importa as tendências políticas as quais temos mais afinidades, o congresso é antes de tudo a casa do povo, a representação genuína de toda a população brasileira e não apenas de um grupo que se acha melhor e acima de todos.
O deputado não pode jamais ser representante de apenas um grupo, independente de quem seja, ao chegar à cadeira de deputado ele tem que suprir a necessidade de todos. Ao menos esse é o sentido maior da democracia representativa.