Joel Marinho
Entre letras e versos
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GRITO DE SOCORRO

A terra pede socorro,

E pra chamar a atenção,

Terremotos, maremotos,

Tsunamis, furacão,

Mas o homem na cegueira

Vê isso como besteira

Causa é mais destruição.

 

A Amazônia querida,

Chamado “pulmão do mundo”,

Mesmo que ainda resista,

Já vê seus rios moribundos

E com secas mais constantes,

Até o Amazonas gigante

Em desespero profundo.

 

Peixes bois e botos rosas

Tem sucumbido aos milhares.

A Iara foi embora,

Curupira foi pros ares.

Por onde anda Jaci,

Tupã, Sumé, Guaraci?

Perdemos nossos pilares.

 

As queimadas fecham o céu

Com suas densas fumaças.

Os jacarés perdem as forças

A cada dia que passa.

Lixo espalhado, dejetos

E esgoto a céu aberto

Contamina rios e praças.

 

Também contamina os bichos,

Idoso, adulto, criança,

Lotando os hospitais,

Causando desesperança.

Se houvesse prevenção

E maior preservação,

Teríamos mais segurança.

 

A tudo que acontece

Chama a nossa atenção.

Se não agirmos agora

Com essa devastação,

Porém temos confiança

E nossa maior esperança

Está na educação.

 

Se todos dermos as mãos,

Focando com objetivo,

Diminuindo o consumo

E sermos mais efusivos,

Fazendo certo os descartes,

Cada qual faz sua parte,

Mantemos o planeta vivo.

 

Para isso, mãos à obra,

Não temos tempo a perder.

Se não cuidarmos agora

Tudo pode perecer,

Pois a ganância do homem

Pode causar mal e fome

E tudo desaparecer.

 

Queremos os rios vivos,

Jacarés tamanduás,

Pássaros cantando livres

Indo pra lá e pra cá.

A vida com harmonia,

Sem essa grande agonia,

Que tudo possa acabar.

 

Vamos juntos, meus amigos,

A você mesmo prometa,

Já sabemos o que fazer

Antes que tudo derreta,

Pois nossa casa é a terra.

Queremos a paz, não guerra,

E viva ao nosso planeta!

JOEL MARINHO

 

Joel Marinho
Enviado por Joel Marinho em 01/10/2025
Alterado em 27/06/2026
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