GRITO DE SOCORRO
A terra pede socorro,
E pra chamar a atenção,
Terremotos, maremotos,
Tsunamis, furacão,
Mas o homem na cegueira
Vê isso como besteira
Causa é mais destruição.
A Amazônia querida,
Chamado “pulmão do mundo”,
Mesmo que ainda resista,
Já vê seus rios moribundos
E com secas mais constantes,
Até o Amazonas gigante
Em desespero profundo.
Peixes bois e botos rosas
Tem sucumbido aos milhares.
A Iara foi embora,
Curupira foi pros ares.
Por onde anda Jaci,
Tupã, Sumé, Guaraci?
Perdemos nossos pilares.
As queimadas fecham o céu
Com suas densas fumaças.
Os jacarés perdem as forças
A cada dia que passa.
Lixo espalhado, dejetos
E esgoto a céu aberto
Contamina rios e praças.
Também contamina os bichos,
Idoso, adulto, criança,
Lotando os hospitais,
Causando desesperança.
Se houvesse prevenção
E maior preservação,
Teríamos mais segurança.
A tudo que acontece
Chama a nossa atenção.
Se não agirmos agora
Com essa devastação,
Porém temos confiança
E nossa maior esperança
Está na educação.
Se todos dermos as mãos,
Focando com objetivo,
Diminuindo o consumo
E sermos mais efusivos,
Fazendo certo os descartes,
Cada qual faz sua parte,
Mantemos o planeta vivo.
Para isso, mãos à obra,
Não temos tempo a perder.
Se não cuidarmos agora
Tudo pode perecer,
Pois a ganância do homem
Pode causar mal e fome
E tudo desaparecer.
Queremos os rios vivos,
Jacarés tamanduás,
Pássaros cantando livres
Indo pra lá e pra cá.
A vida com harmonia,
Sem essa grande agonia,
Que tudo possa acabar.
Vamos juntos, meus amigos,
A você mesmo prometa,
Já sabemos o que fazer
Antes que tudo derreta,
Pois nossa casa é a terra.
Queremos a paz, não guerra,
E viva ao nosso planeta!
JOEL MARINHO