OS SURTOS VOLTARAM
Ó querida mãe!
Por favor, socorro!
Os malditos surtos voltaram
Vejo seus olhos sorridentes
Parecem se divertir
Com meus olhos de medo.
Tento gritar,
Porém eles me calam
Com suas mãos sujas e imundas
Fecham minha boca.
Ó mãe...
Me sinto tão frágil,
Tão vulnerável
Só uma criança.
As horas passam
E eu não consigo dormir
Ouço o tic tac do relógio
E o sonho não vem.
Mãe, mãe, por que me abandonastes?
Em meio a essa dor
Nos braços da escuridão
Somente essa solidão me abraça.
Meu peito apertado
Não consigo respirar
Meu corpo sucumbe no abandono
E ele, mãe...
Ah, ele não sai de mim
Do meu pensamento
Socorro, mãe!
LUIZ HENRIQUE & JOEL MARINHO