ENTRE FUZIS E NARRATIVAS
No meio do Rio
Discursos vazios
Dois dedos em riste
E o fogo cruzado,
O literal e o figurado.
O Rio virou mar de sangue
Ouve-se os gritos de guerra
E a expressão de horror.
Criança e inocência
Não há mais coerência
Só o barulho de fuzil.
Enquanto os “donos” do Brasil
Em suas guerras de narrativas
Alimentam o seu eleitorado
Pelas redes sociais
E aquele povo desprezado
Desde os tempos da Lei Áurea
Em soluços, gritos e ais.
JOEL MARINHO