CHIFRE “INTERGALÁCTICO”
Quem deveria amar-me
Foi a marte
E por lá se casou
Com um marciano.
Doeu sim, doeu,
Mas pedi ao deus
Dos marcianos
Que nem por engano
Me devolvesse
A outrora amada
E agora lembrada
Apenas por acaso
Em um lapso de memória
Que insiste em martelar
E latejar
A antiga dor.
JOEL MARINHO