Joel Marinho
Entre letras e versos
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AS MOSCAS E O POTE DE MEL
Um dia um mosquedo de moscas
Estava sobrevoando
Procurando o que comer
Por sorte foram avistando
Um pote de mel quebrado
Pelo instinto sugados
E foram a fome matando.

 

Se esbaldaram no mel
Por fim, comeram demais
E cada vez que comiam
Ainda queriam mais
Assim foram afundando
Sem poder sair voando
Sufocaram entre ais.

 

Com as patinhas grudadas
Uma a uma foram morrendo
No olhar grande terror
Todas se arrependendo
No entanto, já era tarde
Só se ouvia o alarde
E as forças foram perdendo.

 

Porém antes de morrer
Uma mosca suspirou
E com a vozinha baixa
Assim às outras falou
Nosso prazer pelo mel
Trouxe essa sina cruel
Foi isso que nos matou.

 

Morreram todas juntinhas
Pelo mel foram abraçadas
Por um prazer passageiro
Todas foram afogadas
Tudo demais é veneno
Se o pensamento é pequeno
Tens a vida sufocada.

 

Fica a nós a lição
Com relação ao prazer
Não se entregue demais
Pra não se arrepender
Ou acabar como as moscas
Sucumbir de forma tosca
Ao ponto de até morrer.

 

Pra você que pula a cerca
Com a mulher de alguém
Isso serve a mulher
Com outros maridos também
Cuidado, muito cuidado
Que se o pulo for flagrado
A morte o leva de trem.

JOEL MARINHO










 

Joel Marinho
Enviado por Joel Marinho em 25/12/2025
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