Joel Marinho
Entre letras e versos
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MADURO, APENAS UM CAVALO NO TABULEIRO

Na internet e jornais

Só falam do tal Maduro

Que no seu quarto trancado

No seu cantinho escuro

Gritava a Deus e ao vento

Venha Trump, seu nojento

Achando-se bem seguro.

 

No meio da madrugado

Estava em sono profundo

Porém existe um ditado

Bem certeiro nesse mundo

Para quem tem inimigo

Dormir é grande perigo

E vai ser pego em segundos.

 

E dessa forma caiu

De uma vez o ditador

Como camarão que dorme

A maré veio e levou

Quando ele quis gritar

Fizeram-no se calar

E para os “Estates” voou.

 

O Donald Trump surgiu

Com seu discurso inflamado

Daqueles que não diz nada,

Mas deixa seu ego inflado

Pigarreou a goela

E disse, a Venezuela

Agora é nosso cercado.

 

Pra usurpar o petróleo

Está tudo esquematizado

Entram as grandes empresas

Para “engordar” o mercado

O Maduro apodreceu

Caiu e tudo perdeu

E o Trump foi exaltado.

 

Quebrou todos os protocolos

Enterrou o seu Congresso

Jogou a ONU no lixo

Em nome do tal progresso

Vejo o século dezenove

Que resolvia no revólver

Fazendo o seu regresso.

 

Nunca foi pelos que sofrem

Ditadura e covardia

Nem tampouco pra criar

Uma nova democracia,

Pois quem age como rei

E passa por cima das leis

Nova ditadura cria.

 

Sempre foi pelo petróleo

E as riquezas naturais

Jamais pensou nos que sofrem

E vivem entre seus ais

Fugindo do seu país

Porque um ditador o diz

Aqui não lhes cabem mais.

 

Ditadura é uma desgraça

De esquerda ou de direita

Todas elas causam dores

E em tudo ver suspeita

E pra se manter no poder

Faz muita gente sofrer

Porque a ninguém respeita.

 

Quem quer que tenha juízo

Não apoia esse Maduro,

Da mesma forma não quer

Algo assim tão obscuro

Entrar em qualquer lugar

E todas as leis “quebrar”

Foi ao mundo um golpe duro.

 

No entanto, sempre foi nítido

Desde os ataques primeiros

Que só queriam a riqueza

De um país estrangeiro

E o Maduro era só

A corda que dava um nó

O cavalo no tabuleiro.

 

Assim como no xadrez

O velho cavalo caiu

Abrem-se novas jogadas

Como a transposição de um rio

Nesse jogo alguém ganha

E o povo só apanha

No meio do campo hostil.

 

Eu vou ficar por aqui

No meu cantinho calado

Já que não tenho exército

Nem sequer tenho um soldado

Que possa me proteger

Se o “Pato” Donald me prender

Nem tenho um advogado.

JOEL MARINHO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Joel Marinho
Enviado por Joel Marinho em 05/01/2026
Alterado em 05/01/2026
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