A MORTE DO SORRISO
E todo dia ele vinha mascarado
Com sua graça, suas anedotas
Nobre palhaço.
Um riso aqui, outro ali
Contágio geral, muita alegria.
Até que um dia...
A criança em sua inocência
Quis saber de onde vinha
Tanta ternura e...
Com um gesto simples
Jogou água em sua face
Arrancando o disfarce.
Aquele semblante de riso
Desmoronou, caiu.
Eis o homem por inteiro
Sem a máscara da “felicidade”.
Sobraram-lhe apenas
Um semblante de dor
De angústia, dissabor
E uma lágrima descendo o rosto,
Matando o belo sorriso!
JOEL MARINHO