QUE SAUDADE DO MEU CADERNO!
Rememorando por esses dias
O meu caderno de poesia
A flor desenhada no canto
Os rabiscos, os riscos, o borrão
E em meio a essa confusão
Nascia um singelo poema.
Mas depois do computador
E a rapidez das letras
Meu caderno desapareceu
E com ele se foram tantas coisas.
Sei que não havia nada muito belo
Era tudo tão singelo,
Mas eu chamava poesia
E na tristeza desse dia
Tudo o que agora mais queria
Era ler o meu caderno.
JOEL MARINHO