Joel Marinho
Entre letras e versos
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Textos

ÀS PÁGINAS O MEU RESPEITO

Nesse século vinte e um

Vivemos grande dilema

Trocamos livros por telas

Gerando grande problema

Vai-se o amor a leitura

E morre a literatura

Com poesia e poema.

 

Não que eu seja radical

E odeie a tecnologia

Ao contrário, ela ajuda

Gerando grande magia

O problema é o ser humano

Que vive em grande engano

E acredita na máquina fria.

 

Me chamem de obsoleto

Por amar o meu caderno

Usar lápis e caneta

A mim eles serão eternos

Pode faltar energia

E mesmo nas tardes frias

Surgem poemas modernos.

 

Porque a mim não importa

O melhor computador

O celular mais moderno

Com seu brilho sedutor

Se o que ele prioriza

É o que me idiotiza

Longe de mim, por favor!

 

As crianças estudarem

Não é mais prioridade

O professor faz de tudo

Para mostrar a verdade

Pedir pra fazer leitura

É sinônimo de tortura

E não mais felicidade.

 

Eu sei que podemos ler

Na tela do celular,

Mas aí mora o perigo

Bem fácil de explicar

Vem a notificação

Pra tirar sua atenção

E o raciocínio cortar.

Então, ler em celular

É uma barca furada

A luz direto nos olhos

Deixa a vista embaçada

E quando acaba a leitura

Coitada da criatura

Não lembra de quase nada.

 

Mesmo com a tecnologia

Eu prefiro os meus livros

Meu lápis para riscar

Deles eu nunca me livro

Vivo sem computador

Mas o livro é meu amor

Juro, sem ele não vivo.

 

Mas a nova geração

Não enxerga desse jeito

Chamam-me de ultrapassado

Talvez isso é meu defeito,

Porém eu vou caminhando

Com os livros dialogando

Às páginas tenho respeito.

 

E se um dia por acaso

O velho livro morrer

Os que eu tenho em casa

Na estante há de viver

Só peço a quem me enterrar

Todos eles colocar

Para lá no céu eu ler.

 

Espero que lá no céu

Ainda tenham guardado

Todos os livros da terra

No cantinho mais sagrado

E quando eu por lá bater

Tenha um espaço pra ler

Arejado e sossegado.

 

E que lá não tenha tela

E nem a tal de IA

Só a nossa inteligência

Que só Deus pôde criar

E que todos possam ler

Com tempo para entender

Sem tela de celular.

 

E que as nossas crianças

Leiam com mais liberdade

Não vejam mais vídeos curtos

Repletos de falsidades

Que essa tela cruel

Não chegue até o céu

Que reine a felicidade.

JOEL MARINHO

 

 

 

 

 

 

Joel Marinho
Enviado por Joel Marinho em 11/03/2026
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