O AMOR ENTRE O SOL E A LUA
Dizem que o sol e a lua
Já foram um dia amantes
Um amor belo e sublime
Desses muito apaixonantes
Porém um dia brigaram
E um do outro se afastaram
Para lugares distantes.
A lua se casou com a noite
O sol se casou com o dia
Cada qual foi para um lado
Vivendo nessa agonia
Porque as más línguas falam
Que eles sempre se amaram
E vivem sem alegria.
A lua também virou
A amante dos poetas
Nas noites de lua cheia
É poesia na certa,
Mas apesar de enamorada
Suas faces estão voltadas
Ao sol que o amor desperta.
O sol ao entardecer
Faz o céu mudar de cor
Dizem os poetas que é
Declaração de amor
Eu juro que acredito
O céu fica tão bonito
Um púrpura encantador.
E quando a lua aparece
O sol já tem ido embora
É no frio da madrugada
Que a pobre lua chora
Sentir de novo o calor
Daquele seu grande amor
Mais uma vez, ela implora.
E quando chega esse dia
De os dois se encontrar
Ela se veste sublime
Pra mais uma vez amar
Assim ela não quer guerra
E que se dane a terra
Se na escuridão ficar.
São pouquíssimos minutos
Em que o eclipse vem
Ela beija seu amado
Não quer guerra com ninguém
E o sol todo faceiro
Com o seu amor primeiro
Abraça ela também.
Mas logo o eclipse passa
E vem de novo a saudade
Vão esperar mais um tempo
Vencendo a adversidade
Só quem tem amor distante
Sabe que sofre bastante
Com crises de ansiedade.
Mas as vezes infelizmente
Mesmo que exista amor
Na vida há vários fatores
Que pode nos causar dor
E até mesmo separar
Quem nasceu pra se amar
Sofre o mal aterrador.
Vou deixar lua e sol
Nesse terrível lamento
Torcendo que se encontrem
Mas, não em todos os momentos
A terra infelizmente
Ainda é dependente
Desse cruel sofrimento.
Um abraço ao deus sol
Desse humilde poeta
E um beijo a musa lua
De uma forma discreta
Um vivas para o amor
Sem amarras, por favor!
Com alegrias, sem tretas.
JOEL MARINHO