O POETA NUNCA ESTÁ PRESO
Quando prenderam o poeta
Juraram que estava preso,
Mas o deram papel e caneta
A aquele homem indefeso.
Enquanto ele rabiscava
Na cela apertada e fria
As letras eram liberdade,
Mas que só ele sabia.
Um dia os seus rabiscos
Vazaram por entre as grades
E ao cair em um livro
Fizeram maior alarde.
Foi então que descobriram
Naqueles versos coesos
Que mesmo atrás das grades
O poeta nunca está preso.
JOEL MARINHO