(RE)CLAMAR É DIFAMAR O CLAMOR
Cheguei em casa cansado
Após um dia de trabalho
E esbocei uma reclamação.
Diante as louças sujas
A comida por fazer;
Perguntei: por quê?
E de repente me fechei
Em minha insignificância.
Lavei minhas louças
Peguei um pedaço de carne
E temperei com o amor.
O meu pensamento voou
Aos tempos de juventude
Quando a fome em mim batia
Sem nenhuma esperança
De comer no outro dia.
Por vezes temos o suficiente,
Porém em nossa mente
Isso não é o bastante.
Muitas vezes a reclamação
só nos traz desarmonia
ao invés de reclamar
transforme isso em poesia.
JOEL MARINHO