A MADRUGADA DE QUEM AMA SEM SER AMADO
Como é triste a madrugada
A quem ama sem ser amado
Sofre na cama calado
Pensando na bela amada
Ver toda a noite estrelada
E o sol nascer com a aurora
O seu sono vai embora
Nada consola sua noite
Tem a solidão como açoite
Enquanto o coração chora.
Um vinho na geladeira
E um livro na estante
Pensa por algum instante
E começa a bebedeira
Sai da cama pra cadeira
Põe na boca a taça fria
Tem Camões por companhia
E o “fogo que arde sem se ver”
Só Calíope para lhe socorrer
Com uma dose alta de poesia.
JOEL MARINHO