Joel Marinho
Entre letras e versos
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Textos

LIBERTOS, PORÉM NÃO LIVRES

Viva a nossa liberdade!

É o fim da escravidão

Gritava a todo pulmão

Sem ver a dura verdade

Daquela forma covarde

Que a Lei Áurea traçou

Só disse que libertou,

Porém não deu condição

Casa, terra, educação

Nenhum liberto ganhou.

 

No dia treze houve festa

Dança, cachaça, alegria

Porém no raiar do dia

Quando a luz entrou na fresta

O ex-dono não contesta,

Porém expulsa pra rua

Aqui não tem coisas suas

Peguem suas liberdades

E a nova realidade

Se apresentava nua e crua.

 

O sonho de liberdade

Dia quatorze acabou

Agora, pra onde vou?

Que triste realidade!

A princesa na verdade

Só queria ser aplaudida

A vida que era sofrida

Aumentou o sofrimento

Com fome e no relento

Nada melhorou na vida.

 

A Lei Áurea foi um marco

Nós não podemos negar

De a todos libertar

Daquele terrível charco,

No entanto, foi muito parco

Como ela aconteceu

Porque ninguém recebeu

Nada pra recomeçar

Tiveram que se virar

Só com o apoio dos seus.

 

Mesmo com mais de cem anos

Da Lei Áurea assinada

A luta ainda é travada

Dentro dos espaços urbanos

Lá ocorre sonhos e planos

Onde a maioria vive

Muitos ainda revivem

O resquício desse passado

Porque foram libertados

Porém de fato, não livres.

JOEL MARINHO

 

 

 

 

 

 

Joel Marinho
Enviado por Joel Marinho em 17/05/2026
Alterado em 17/05/2026
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