QUANDO JORRA A POESIA
Jorra a ideia da cabeça
Jorra a tinta da caneta
E no papel jorra a letra
Tudo antes que eu esqueça
E você não se aborreça
Quero que jorre alegria
Por meio dessa poesia
Mesmo sendo tão simplória
Sei que não nasci pra glória
Sou poeta irrelevante,
Mas me sinto triunfante
Por escrever minha história.
Cada gotinha de letra
Cada ideia esboçada
Cada degrau da escada
Cada olhada na luneta
Descubro mais um planeta
E quiçá, o universo
Agradeço e nada peço,
Pois me sinto um vencedor
Eu transformo cada dor
Na alegria de um verso.
E assim eu sou feliz
Mesmo havendo frustração
Gosto dessa sensação
De andar como um trem no triz
Há um ditado que diz
“Que só se morre uma vez”
Eu vivo com altivez
Porque eu amo a vida
Por isso trato a ferida
E despacho a mesquinhez.
JOEL MARINHO