Joel Marinho
Entre letras e versos
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MAIS VALE NOVE PINTOS NAS MÃOS DO QUE UM PINTO VOANDO

Parece até clichê

O que aqui vou narrar

Uma anedota qualquer

De pinto que quer voar,

Porém escrevo a verdade,

Pois o que vi ontem à tarde

Fez-me rir até rachar.

 

Um casal que foi buscar

Para criar dez pintinhos

Presos dentro de uma caixa

Todos piando baixinho

Mas aí veio o espanto

Porque havia no trânsito

Uma pedra no caminho.

 

Ela com a caixa de pinto

Na garupa da motoca

Passando no corredor

Igual rio em pororoca,

Foi aí que aconteceu

No retrovisor bateu

Assim rachou a taboca.

 

Foi pinto pra todo lado

Se espalhando na pista

Carros e motos apitando

E os pintos a perder de vista

Ele gritava, me ajuda!

E foi um Deus nos acuda

Pegar os pintos egoístas.

 

Se escondiam entre os carros

E assim o trânsito parou

Pegaram três pintos pretos

E um outro bicolor

Enfim, os cinco amarelos

O outro levou o “farelo”

Nunca ninguém encontrou.

 

Mesmo zangados chegaram

Em casa dando risadas

Não pela perda do pinto,

Mas pela cena inusitada

Pega o pinto, agarra o pinto!

Entre aqueles labirintos

E a caixa toda arrebentada.

Isso não foi anedota

É verídico, estou afirmando

Só eu e o velho Freud

Estamos analisando

E chegamos à conclusão

Mais vale nove pintos nas mãos

Do que um pinto voando.

JOEL MARINHO

 

 

 

 

 

 

Joel Marinho
Enviado por Joel Marinho em 31/05/2026
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