NÓS PERDEMOS...
Por mais que ainda haja esperança,
nós perdemos a confiança,
nossas salas de aula, desespero,
angústias, pesadelos.
Ainda queremos sorrir,
fazemos o que dá para fazer
e chegamos ao nosso limite.
Porém, sorrimos, buscamos forças
e vamos à luta.
O corpo desfalece,
dá sinais e dói:
a dor física, a dor mental.
A saúde?
Bom, deixa para depois,
hoje tem atividade importante,
ela é imperdível,
e nós somos a “peça-chave”
para o sucesso de tudo.
A impressão:
somos insubstituíveis.
Ledo engano.
Explodimos em sala de aula.
É mais um sinal,
porém ninguém nos escuta.
E de quem é a culpa?
É do professor,
que “não sabe ensinar”.
E, se chama a família,
mais uma acusação.
Meu filho!? Meu filho não,
você que é horroroso,
ele não pode ser punido!
Assim perdemos a luta
e vem a impotência
com essa sentença
de sermos meros “nada”.
Voltamos à sala,
cabisbaixo e sem moral,
pois essa guerra já perdemos.
Há pouca esperança,
porque, da forma que vai,
não perderemos apenas essa guerra,
perderemos o futuro,
não apenas de nós,
mas de toda humanidade.
JOEL MARINHO