LÁ ELE UM MILHÃO DE VEZES
No caminho do trabalho,
Eu, na minha bicicleta,
Querendo virar atleta,
Mas quase me atrapalho.
Voou um pombo de um galho,
Do tamanho de uma arara.
De maneira muito rara,
Foi cruzando o meu caminho.
Eu quase pego sozinho
Uma pombada na cara.
“Lá ele”, pomba pra lá,
E “lá ele” novamente.
Vi maldade na tua mente,
Por eu quase me lascar.
Então fiquei a pensar:
Se houvesse a colisão,
Qual seria a explicação,
Quando eu chegasse em casa,
Que era a marca da asa
De um enorme pombão.
JOEL MARINHO