Joel Marinho
Entre letras e versos
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Textos

AINDA SOU RESISTÊNCIA

Me atrevo a fazer poesia

Do mesmo modo antigo

Que o português fazia.

 

A pena, essa mudou

Depois que veio a caneta,

A quem minha mão moldou.

 

Uma música, um copo de vinho,

Um toque de solidão,

Porém não estou sozinho.

 

Calíope toca meus ombros,

Érato me faz chamego,

Me tirando dos escombros.

 

Me chamem de obsoleto,

Velho e ultrapassado;

Um dia mudo, prometo.

 

Prometo que um dia mudo

Para as tecnologias;

Serei igual a todo mundo.

 

Mas, por enquanto, deixa!

Eu relembrar o passado

E, por favor, não me mexa!

 

Quero ser museu um dia,

Com caderno e um "Lusíadas",

Como o Camões fazia.

JOEL MARINHO

Joel Marinho
Enviado por Joel Marinho em 27/06/2026
Alterado em 27/06/2026
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