O NASCER DA POESIA
Aponta a ponta do lápis
o velho poeta,
afaga e apaga
as letras soltas.
Repreende e prende
outras na frase,
conserta a crase
e lê, afinal.
E, enfim, ponto final:
nasce uma nova poesia
de seu pensamento fecundo.
Logo, ela deixa de ser sua
e se torna livre no mundo.
JOEL MARINHO