Joel Marinho
Entre letras e versos
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MULHERES, CUIDADO: QUEM BATE MATA

Há dias estou buscando
Inspiração pra escrever,
Este tema espinhoso
Que não dá qualquer prazer:
O tal de feminicídio,
Que nos deixa na deprê.

 

Pelos dados estatísticos,
Aqui no nosso país,
A mulher só sobrevive,
Muitas vezes, infeliz,
Pois a sua existência
Anda sempre por um triz.

 

Parece que o homem vive
Sempre temendo a mulher,
Não quer ver ela em destaque,
Sem nem saber por que é;
Quer sempre que ela esteja
Subjugada ao seu pé.

 

Em um país que falamos
Em parceria e equidade,
No entanto, se a mulher
Consegue a tal igualdade,
O homem fica possesso,
Só ele quer liberdade.

 

E quando é no casamento,
O que ocorre em geral
É um homem que se acha
Macho alfa, o maioral;
Da mulher faz objeto
E passa a tratar mal.

 

Começam as humilhações,
Os nomes pejorativos,
Palavrões e rispidez,
Igual tratavam os cativos.
A segurança da casa
Não é mais um atrativo.

 

Dos nomes pejorativos
Passam para os empurrões,
Tapa e puxão de cabelo,
Socos, chutes e arranhões,
E ela ainda acredita
Na mudança dos milhões.

 

Até que uma hora chega
Aquele fatídico dia,
O espetáculo final
Que todo mundo sabia:
Mais uma vida ceifada,
E aos que ficam, a agonia.

 

Vem logo os julgamentos:
Por que ela não o deixou?
Dessa gente sem noção
Que nunca a ajudou.
Com o fato consumado,
Todo mundo vira doutor.

 

Mas são diversos fatores
Que as faz continuar,
Desde não ter profissão
A um lugar pra morar.
Às vezes, as ameaças
Que as faz ela ficar.

 

São esses alguns fatores,
Nobres “especialistas”.
Se não ajuda, se cala;
Se não pode ser a pista,
Não queira ser o transporte
Com opinião de turista.

 

Mas, minhas caras mulheres,
Fujam enquanto há tempo.
Geralmente se percebe,
Antes mesmo do casamento,
A índole de um canalha,
Vagabundo, violento.

 

Mantenha um grupo de apoio,
Amigo e familiar.
E se ele, por um acaso,
Pedir pra você se afastar,
Deixe-o e vá embora
Para nunca mais voltar.

 

Não fique acreditando
Que muito cuidado é amor.
Ciúme demasiado,
Afaste-se, por favor!
Pois tudo que é demais
Vira veneno, estupor.

 

Não vou me alongar tanto
Nesse barco à deriva.
Este assunto espinhoso
Que muita gente se esquiva,
Eu não fujo desse tema:
Quero o ver feliz e viva.

 

Não aceite humilhação,
Não deixe que ele a bata.
Porém, se apanhar, fuja;
Dê o tal pulo da gata
E jamais dê o perdão:
O mesmo que bate mata.

JOEL MARINHO

Joel Marinho
Enviado por Joel Marinho em 21/08/2026
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