FIM DA HISTÓRIA
O latifundiário
desmata
a mata
e,
por isso,
ele mata
em nome
do progresso.
Não há freio
no Congresso;
quem deveria
proteger
finge
que não vê,
ou nem
finge mais.
O Supremo,
doente,
virou palco
de “crente”
ou de quem
mais ofertar.
O Curupira
já vaga
pela floresta
vaga,
sem rumo,
sem glória.
É o fim
da história.
Vou guardar
na memória
o que a ganância
apaga.
JOEL MARINHO