Joel Marinho
Entre letras e versos
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APENAS UMA LUZ

Havia tantos sonhos e planos naquele casal apaixonado: uma família grande, quem sabe cinco filhos, talvez, ou apenas uma vida saudável em meio à calmaria da natureza.

Trabalhou para construir uma casinha confortável e já preparada para esperar os futuros filhos que idealizaram ainda no período de namoro.

Um dia, ele saiu para trabalhar naquela horta fenomenal, na qual havia plantado diversas culturas. Tão feliz, alternava entre assobiar e cantarolar uma musiquinha que ouvira na infância, cantada por sua mãe.

Ao voltar para casa com a mesma carga de felicidade com que saíra, encontrou as portas abertas e todas as coisas arrumadas, como sempre sua esposa fazia, porém não a encontrou. Chamou-a diversas vezes, gritou pelo seu nome e não recebeu nenhuma resposta.

 

Correu por todos os povoados próximos e ninguém a viu. Desesperou-se, chorou, afundou-se na bebida e abandonou sua própria casa.

Diríamos que simplesmente deixou de viver, apegando-se apenas à lembrança de sua amada e aos belos tempos que vivera. Tornou-se andarilho pelos caminhos do tempo, sem roteiro certo.

A casa ficou abandonada e nunca ninguém se atreveu ao menos a entrar. Como lembrança de que ali existiu um dia felicidade, restou apenas uma luz acesa de forma constante em seu interior.

JOEL MARINHO

Joel Marinho
Enviado por Joel Marinho em 12/09/2026
Alterado em 12/09/2026
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