A DESGRAÇA DA FAKE NEWS
Não acredito em destino
E desconfio da verdade
Confio desconfiando,
Porque temo falsidade.
Meu cérebro acende um pavio
Por medo de fake news,
Essa desgraça covarde.
Fake news, palavra inglesa,
Que, traduzindo, é mentira.
Por onde passa é desgraça,
Que essa desgraça inspira,
Fazendo o mal florescer
E muita gente sofrer,
Causador de muita ira.
Já vi gente enlouquecer,
Outros perder a família,
Filho brigar com o pai
E mãe apanhar da filha,
Por causa de fake news.
Vi gente pular em rio
E outros perder a trilha.
O trilho falou ao trem:
“Dobre agora pra direita.”
O trem até estranhou
Aquela falta suspeita.
O trem caiu no abismo,
E o trilho, no cinismo,
Ficou rindo na espreita.
Isso é verdade e dou fé,
Pois foi o carro que viu,
Viu o mar virar sertão,
Roubando água do rio.
E não venha espalhar
Que o que acabei de contar
É uma grande fake news.
JOEL MARINHO