AS COISAS QUE SÃO DE GRAÇA
Parece ser práxis:
as coisas de graça
não damos valor,
a não ser na falta.
Se temos água,
não olhamos a sede;
se temos rede,
não prezamos o sono.
Se respiramos,
para que o oxigênio?
Mas, quando algo
“simples” assim falha,
vem o clamor.
Como faz falta
o que não damos valor!
JOEL MARINHO